Projeto de inclusão social transforma o STJ em tribunal-modelo

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    Promover o respeito às diferenças e garantir o direito a identidade, limitações e habilidades de cada um. Este é o principal objetivo do Projeto Inclusão Social, uma iniciativa estratégica do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que reforça sua vocação de "Tribunal da Cidadania".

    O projeto de inclusão é uma iniciativa do presidente da Casa, ministro Cesar Rocha. Prevê diversas práticas inclusivas para oferecer às pessoas portadoras de deficiência acessibilidade física, digital e social. Capacitação de servidores para atendimento a pessoas com deficiência; realização de cursos de Libras; adaptação da infraestrutura do Tribunal para atender cadeirantes e deficientes visuais, promoção da Semana da Acessibilidade e outras ações já estão em pleno andamento.

    A presença de deficientes auditivos na atividade de digitalização de processos nos quadros de apoio do Tribunal mostra que incluir dá certo. Afinal, todo ser humano tem o direito incondicional de participar ativamente da vida pública, sem qualquer restrição de credo, religião, posição política, etnia, opção sexual ou grau de deficiência.

    Em face dos bons resultados obtidos com a inserção profissional dos portadores de deficiência auditiva, a presidência do STJ partiu para uma nova frente: em dezembro do ano passado, em parceria com Associação de Centro de Treinamento de Educação Física Especial (Cetefe), trouxe jovens portadores de Trissomia do Cromossoma 21, conhecido como Síndrome de Down, para trabalhar nas portarias do Tribunal, no serviço de apoio.

    Todos aprendem

    Comprometimento é o que não falta aos funcionários das portarias do STJ que estão convivendo com estes jovens. Em um esforço conjunto, eles ensinam, protegem e defendem a autonomia de suas “mascotes”. “A gente cuida deles como se fossem filhos da gente”, afirma Girleide Dourado, que trabalha ao lado de Alexandre de Oliveira Paulino, 22 anos, na entrada do Edifício Ministros I.

    Nada do preconceito do passado, quando crianças com Down não tinham chance de se desenvolver, sendo rotuladas como pessoas doentes sem possibilidade de alfabetização e capacitação. “Aqui todo mundo aprende com ele (Alexandre), que é inteligente e se apega fácil à equipe.”, enfatiza Israel Batista de Lima, do time de seguranças da Casa. “O Israel é camarada sangue bom”, completa Alexandre, demonstrando que a sintonia entre eles é fina.

    Ao abrir essa oportunidade de trabalho aos portadores de Down nas portarias, o STJ disponibiliza aos jovens contato com o maior público possível. Entre as atividades realizadas por eles estão o atendimento telefônico, a distribuição de crachás e a orientação aos visitantes em relação à localização de gabinetes e unidades administrativas da Casa, resguardando, é claro, a capacidade e a limitação física de cada um.

    “Havia problemas com certas autoridades que se recusavam a se identificar adequadamente na recepção. Algumas pessoas não queriam passar pelo detector de metais. A presença dos portadores de Síndrome de Down nas portarias reduziu a ocorrência deste tipo de reação. A afabilidade e a sensibilidade deles desarmam as atitudes hostis”, reflete José Ximenes de Albuquerque, secretário de Segurança.

    Fonte: Assessoria de Comunicação Social do STJ Foto: Google Imagens

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