JusBrasil destaca reunião do secretário-geral da Ajufe com juízes da BA para discutir violência

    ajufe_imprensa_200O site jurídico JusBrasil publicou matéria sobre a reunião do secretário-geral da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), José Carlos Machado Júnior, que esteve na última quinta-feira (09) na Seção Judiciária da Bahia participando de uma reunião com os juízes federais daquele estado. Na reunião foi discutida a atuação da Ajufe frente à escalada de atentados contra magistrados.

    Leia a matéria completa.

    Secretário-geral se reúne com juízes federais da BA para discutir violência contra juízes

    O juiz federal José Carlos Machado Júnior, secretário-geral da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), esteve na última quinta-feira (9), na Seção Judiciária da Bahia, para participar de uma reunião com os juízes federais daquele estado, onde foi discutida a atuação da Ajufe frente à escalada de atentados contra magistrados.

    O juiz federal relatou que em 10 dias a Justiça sofreu três atentados à bala com ataques a juízes, como ocorrido com o juiz federal Marcio Mafra, da Subseção de Eunápolis, e com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Sergipe, desembargador Luiz Antônio Araújo Mendonça. Em Mogi das Cruzes (SP), um homem disparou três tiros em direção à sala do oficial de Justiça do Juizado Especial Federal (JEF) daquela cidade.

    José Carlos Machado Júnior ouviu a opinião dos colegas, sendo sugerida e aprovada a criação de uma Comissão de Segurança Institucional a ser composta por quatro juízes federais da Bahia. O representante da ajufe informou que a entidade tem realizado diversas ações para enfrentar o problema. A Bahia foi o primeiro estado visitado para tratar especificamente do tema, que também será abordado na reunião da diretoria da Ajufe, que acontece hoje (10), em Porto Alegre (RS).

    A Ajufe tem atuado em várias frentes, como o acompanhamento de projetos de lei que visam à proteção da vida dos magistrados e o patrimônio da Justiça Federal, e dos projetos que preveem a criação da polícia judiciária e a isenção de impostos para carros blindados, entre outros.

    Segundo José Carlos Machado Junior, uma das maiores preocupações da entidade é o fenômeno recente da banalização da autoridade, que não é uma realidade no Judiciário, mas que a Justiça já começa a sentir seus efeitos, sendo os atentados contra os juízes uma das suas consequências.

    Para o secretário, entre os fatores que geram essa violência estão as questões geográficas, devido à ampliação da Justiça Federal e sua interiorização; as questões sociais, com o aumento da criminalidade e a falta de uma política séria de segurança; e a ausência de policiamento especial.

    Interiorização

    Ele lembrou que a Justiça Federal passou a chegar a cidades menores, onde não há o mesmo contingente de proteção existente nas capitais.

    O secretário-geral da Ajufe esteve em Eunápolis com o juiz Marcio Mafra, vítima de recente atentado, e se impressionou com a vulnerabilidade da Vara Federal.

    Para Machado Júnior, "os juízes federais trabalham com todo tipo de processo, julgando casos envolvendo a criminalidade organizada e grandes grupos econômicos, sem acesso às mínimas condições de segurança. Como são muitos casos acontecendo em pouco tempo, e isso gera na sociedade a sensação de impunidade, necessitamos de uma resposta rápida do Estado, o que não é fácil uma vez que essa resposta demanda tempo para investigação e punição dos culpados", desabafa.

    Entre as atividades desenvolvidas pela Ajufe nos três primeiros meses após a nova diretoria assumir a entidade, houve uma reunião com o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, e outra, com o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, com quem a entidade mantém um canal aberto, já que em poucos dias haverá uma nova reunião entre os dois órgãos para que os magistrados conheçam mais de perto o trabalho de inteligência da PF, seus protocolos e suas políticas de segurança.

    O secretário-geral, José Carlos Machado Júnior, acredita que os juízes precisam cuidar da segurança e da estrutura dos órgãos de primeiro grau, pois as notícias dos atentados geram um clima negativo com uma péssima repercussão, originando uma espécie de efeito dominó já que não se noticia, com a mesma agilidade, sobre a punição dos culpados pelos crimes.

    Texto: Luiz Goulart e Andréa Mesquita com informações da Seção Judiciária Federal da Bahia
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