Orkut sofre com a pressão judicial, mas rede não deve acabar

    Os boatos são muitos. Em blogs espalhados pela internet até datas são sugeridas
    para o último dia de vida da rede social mais popular no Brasil, o Orkut. O
    site, que tem 85 milhões de usuários no mundo, sendo Brasil e Índia os grandes
    participantes, poderia estar ameaçado pela Justiça brasileira. Mesmo enfrentando
    diversos processos, por meio de sua assessoria de imprensa, o Google, dono do
    site, afirmou que nada disso é verdade e que a empresa continua investindo e
    apostando no crescimento da rede social.

    As batalhas judiciais enfrentadas pelo Google por causa do Orkut têm sido o alvo
    das especulações. De um lado, a Justiça Federal, pedindo a quebra de sigilo de
    comunidades e perfis criminosos no Orkut; do outro, a filial do Google,
    afirmando que não tem acesso aos dados, que ficam guardados na matriz, na
    Califórnia. Os boatos, porém, não surgiram do nada. Em agosto, o Ministério
    Público Federal colocou o Google contra a parede. A Procuradoria da República no
    Estado de São Paulo ajuizou uma ação civil para que a Justiça Federal do estado
    obrigue o Google a cumprir as ordens de quebra de sigilo, cobrando multa diária
    de R$ 200 mil para cada dia em que a ordem não for cumprida e R$ 130 milhões de
    indenização pelos danos morais coletivos causados em razão da desobediência às
    determinações judiciais.

    O alvo da justiça são as comunidades e os perfis criminosos. Basta passear pelo
    site para encontrar comunidades com descrições como: “Esta comunidade é
    destinada a todos aqueles que querem vender armas de fogo, principalmente em
    Belo Horizonte e região”.

    O teor das frases assusta, embora sejam alguns dos piores exemplos capturados no
    Orkut (1) pela Promotoria de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério
    Público de Minas Gerais, que luta pelo fechamento do site de relacionamentos. O
    inquérito investiga por que o Google tem se recusado a excluir perfis
    considerados ofensivos ou criminosos pela promotoria. Um dos pontos que
    justifica a ação contra o provedor é o processo pelo qual a denúncia passa:
    primeiro, a promotoria reporta casos de abusos realizados no site, em seguida,
    essas denúncias são submetidas à administração do site que verifica se a página
    fere a política de utilização do Orkut. Por fim, decide se deleta ou não o
    perfil ou comunidade. Do ponto de vista da promotoria, o Google age como se
    estivesse acima da legislação brasileira.

    E os processos vêm de todos os lados. A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de
    Janeiro também se cansou do argumento de que o Google não se responsabiliza pelo
    conteúdo publicado por seus usuários e abriu ação contra a empresa, exigindo
    cooperação nas investigações de denúncia.

    História

    No ar desde 24 de janeiro de 2004, o Orkut leva o nome de seu criador, o
    engenheiro turco Orkut Büyükkokten. A rede foi pensada para os Estados Unidos,
    mas foi fora da América do Norte que ganhou seus maiores fãs: os brasileiros e
    os indianos. No Brasil, é a rede mais popular e na Índia, está em segundo lugar.
    Seus maiores concorrentes são Facebook, Twitter e MySpace.

    ÍNDIA INVADE O FACEBOOK
    Antes território dominado pelo Orkut, agora a rede social que domina a Índia é o
    Facebook. De acordo com a consultoria comScore, o Facebook tem mais de 20,9
    milhões de usuários, enquanto a rede do Google conta com 19,9 milhões. A rede de
    Zuckerberg registrou um crescimento de 179% no último ano na Índia e o Orkut
    apenas 19%.

    Fonte: Site Correiobraziliense.com.br




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