JF em Mato Grosso condena quatro pessoas por tráfico internacional de drogas

    Após 14 meses, a Justiça Federal de Mato Grosso condenou quatro das cerca de 30 pessoas denunciadas na Operação Maranello, pelos crimes de tráfico internacional de drogas e associação com o tráfico. Trata-se dos policiais civis Wagner Rodrigo do Amorim, condenado a 16 anos de prisão, e Adauto Ramalho da Silva, a 11 anos. Também foram condenados Fernando Fernandes, a seis anos de prisão por associação ao tráfico, e Mário Márcio Nascimento dos Santos, a 16 anos por tráfico internacional e associação ao tráfico. Todos estão presos, mas podem recorrer da decisão. Os demais denunciados aguardam julgamento.

    Os policiais respondem a procedimento administrativo na Corregedoria Geral da Polícia Civil e poderão ser exonerados. Continuam foragidos o advogado Edésio Ribeiro Neto, o Binho , apontado pela Polícia Federal como chefe do esquema, o ex-policial militar Adonai Novais de Oliveira e Jackson da Costa Conceição, todos procurados pela Interpol.

    A Operação Maranello, cuja investigação começou no início do ano passado, ficou conhecida depois da apreensão dos quase 400 quilos de cocaína numa fazenda em Barão de Melgaço que servia de pista de pouso para a chegada da droga. Vários empresários da alta sociedade cuiabana foram presos sob acusação de lavagem de dinheiro e tiveram vários carros importados, como a Ferrari F430, o Corvette C6, o BMW X4 e o Poerche Boxster S apreendidos. Os veículos foram devolvidos e os empresários respondem em liberdade.

    Binho está foragido desde setembro do ano passado, ocasião em que a Polícia Federal foi às ruas para cumprir os mandados de prisão e de busca e apreensão. Ele foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) como o chefe do esquema de tráfico de droga desarticulado durante a ação.

    A polícia acredita que Binho esteja escondido na Bolívia. Na ocasião foram presas 13 pessoas nos estados de Mato Grosso, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Entre os presos estavam policiais civis e empresários da alta sociedade cuiabana.

    As investigações iniciaram em junho de 2009, quando a Gerência de Investigação Policial (Gip) da Polícia Civil chegou ao carregamento de 383 quilos de cocaína escondidos na fazenda Sete Irmãos, em Barão de Melgaço.

    Depois de concluído o inquérito, o Ministério Público Federal denunciou um total 35 pessoas por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O esquema do tráfico, conforme o MPF, era comandando por um núcleo principal composto por Binho, Adonai, Wagner e Jackson. Edésio é quem arregimentava financiadores, administrava e distribuía a cocaína vinda da Bolívia, conforme a denúncia.

    Os demais integrantes da organização eram responsáveis por tarefas como a negociação direta com os traficantes, a reunião do dinheiro para pagamento do carregamento de drogas, o transporte dos carros recebidos como pagamento das drogas e o empréstimo de nome para a abertura de empresas que movimentavam o dinheiro do tráfico.

    Os demais denunciados que estão em liberdade responderão pelos crimes, mas, por se tratar de réus soltos, o trâmite poderá demorar até cinco anos para a sentença final.

    ASSASSINATO Um dos acusados na Operação Maranello, considerado um dos principais ajudantes de Binho no esquema, foi assassinado em fevereiro deste ano. O advogado Munir Hammoud foi morto com sete tiros de pistola 380mm dentro de seu lava-jato, no bairro Goiabeiras em Cuiabá. Hammoud respondia pelos crimes de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, denunciado pelo Ministério Público Federal. Na época, a execução foi considerada uma queima de arquivo .


    Fonte: Diário de Cuiabá
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