Ex-funcionária de Tânia Bulhões adere à delação premiada

    A administradora de empresas Magali Bertuol, apontada pela Polícia Federal como braço direito da empresária Tânia Bulhões Grendene em esquema de fraudes em importações desvendado em 2009 pela Operação Porto Europa, aderiu à delação premiada no processo que responde perante a 6.ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

    Magali segue o exemplo de sua ex-chefe, que no mês passado admitiu que fraudava importações para pagar menos imposto. Um empresário brasileiro radicado em Miami, dono de empresas que teriam dado suporte ao esquema usado pelo Grupo Tânia Bulhões, também decidiu dizer à Justiça o que sabe em troca do perdão judicial ou de redução de pena. O interrogatório de Magali está marcado para o próximo dia 6, às 14 horas.

    Acolhendo sugestão do Ministério Público Federal, o juiz Fausto Martins De Sanctis fixou em 10 cestas básicas a multa imposto a ela pela prática dos delitos. Os produtos, detalhadamente especificados pelo juiz, como 3 potes de lenços umedecidos e 1 litro de xampu anti-piolho, devem ser entregues ao Centro dos Hemofílicos do Estado de São Paulo uma vez por mês.

    Na audiência em que foram discutidas as condições da delação premiada, o criminalista Fábio Tofic Simantob, que defende Magali, reiterou o interesse de sua cliente de colaborar com a Justiça. "Espera a defesa que, com essa colaboração, eventual condenação não venha a impor pena privativa de liberdade", salientou Simontob no documento que selou o acordo. O advogado citou "a formação em administração de empresas, com ênfase em comércio exterior" de Magali para eventual aplicação da pena de prestação de serviços à comunidade.
    Em seu interrogatório, a acusada deve confirmar o teor dos depoimentos prestados à PF. Ela afirma que o processo de importação dos artigos de decoração começava com o retorno de Tânia das feiras internacionais, onde escolhia os produtos a serem adquiridos. Magali então entrava em contato com os fornecedores para efetuar os pedidos.

    As faturas (denominadas pro forma) eram traduzidas e remetidas para as importadoras, que se encarregavam do trâmite para a importação. As notas de importação eram refeitas, segundo ela, "com a redução de algo em torno de 60% (do valor real)".

    Magali afirma ainda que jamais efetuou pagamentos a fornecedores ou importadoras. Ela deixou o Grupo Tânia Bulhões em 2008, meses antes da operação da PF.

    PARA LEMBRAR

    O juiz Fausto Martins De Sanctis, da 6.ª Vara Federal Criminal, fixou em R$ 1,7 milhão o valor da indenização que Tânia Bulhões terá de desembolsar a título de reparação ao Tesouro. Diante da possibilidade de sofrer restrições de direitos, a empresária se dispõe a prestar serviços comunitários nas áreas de artes plásticas, decoração e perfumaria.

    Fonte: O Estado de S. Paulo

     

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