Justiça concede liberdade ao advogado indiciado na Operação Podium

    Já estão em liberdade duas das sete pessoas presas, na semana passada, pela Polícia Federal durante a ´Operação Podium´, que investiga um esquema criminoso de pagamento de propinas, ´lavagem´ de dinheiro e remessa ilegal de divisas para o Exterior através de falsos patrocínios à Federação Cearense de Automobilismo (FCA).

    Um advogado que atua no setor jurídico de uma grande construtora da capital, também ligada ao setor de limpeza urbana, foi posto em liberdade na manhã do último sábado (27/11).

    O advogado (identidade não revelada pela PF), havia sido preso na manhã de 3a.feira passada (23/11) em sua residência por agentes do Grupo de Repressão aos Crimes Financeiros, da Superintendência da Polícia Federal no Ceará.

    Contra ele havia sido expedido um mandado de prisão temporária assinado pelo juiz Ricardo Campos, na 11ª Vara da Justiça Federal.

    O advogado voltou à liberdade graças a um habeas corpus concedido sábado pelo desembargador federal Paulo Gadelha, de plantão no Tribunal Regional Federal da Quinta Região (TRF), em Recife.

    O habeas corpus havia sido impetrado, na última 6a.feira (26/11), pelos advogados criminalistas Leandro Vasques e Holanda Segundo. "Confiamos na lucidez e serenidade do delegado que conduz a investigação no sentido de que, nesta 2a.feira, ele conclua as eventuais reinquirições e acareações, dando-se por satisfeito nesta etapa das investigações", disse Vasques, ontem.

    Ainda na 6a.feira (26/11), outro acusado de envolvimento no esquema criminoso também foi posto em liberdade através de pedido de seu advogado. O próprio juiz que havia expedido a ordem de prisão concedeu ao acusado a liberdade provisória.

    Investigar

    O inquérito que apura o fato está sendo conduzido sob sigilo. Mas, segundo as autoridades, o esquema criminoso pode ter lucrado cerca de R$ 50 milhões entre os anos de 2003 e 2008.

    Em entrevista coletiva à Imprensa, os superintendentes da PF e da Receita Federal, Adair da Rocha e Moacir Mondardo Filho, respectivamente, deram detalhes de como funcionava a fraude.

    O dinheiro saía das empresas e entrava na conta da Federação Cearense de Futebol. Em seguida, era sacado na boca do caixa. A FCA ficava com uma cota mínima de um a três por cento do total e devolvia o restante às mesmas empresas para a formação de "caixa dois".

    Fonte: Diário do Nordeste
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