Correio Braziliense: Outra chance de receber do Banco Santos

    Administrador da massa falida quer leiloar a mansão e as obras de arte de ex-banqueiro. A decisão está nas mãos do Supremo

    Os credores do Banco Santos estão de olho no conflito de interesses entre o juizado da falência e a Justiça Federal. Caso o Supremo Tribunal Federal (STF) aceite os argumentos da massa falida da instituição financeira, muitos milhões de reais serão arrecadados e distribuídos. Só a reforma da mansão do ex-controlador do Banco Santos Edemar Cid Ferreira, em São Paulo, realizada pouco antes da intervenção, custou R$ 140 milhões. Há dezenas de obras de arte que também poderão ir a leilão.

    Ao contrário do que acontecia nas liquidações extrajudiciais, quando os quirografários (últimos na lista de preferência) não recebiam nada-antes de chegar a vez deles, o dinheiro acabava-, desta vez os mais de dois mil credores do banco estão conseguindo reaver parte do que perderam. O administrador judicial do Banco Santos, Vânio Aguiar, já está convocando todos para um segundo rateio. O primeiro aconteceu em 30 de abril, quando os clientes receberam cerca de 10% do que aplicaram no banco.

    "Ninguém vai ter de volta 100%, mas acreditamos poder pagar cerca de 40% ao longo do tempo", diz Aguiar. Ele atribui o sucesso da administração da falência à agilidade no fechamento do quadro de credores e também à cobrança dos ativos. O principal ativo do Banco Santos é a carteira de empréstimo. O juiz da falência Caio Marcelo Mendes de Oliveira aceitou o deságio proposto pela massa falida e, com isso, mais R$ 631,34 milhões entraram no caixa da instituição. Desse total, serão rateados R$ 326,50 milhões, o equivalente a 15% do débito. A sobra será usada no pagamento de diversas dívidas, incluindo as fiscais.

    Bens pessoais

    Caso os bancos estrangeiros concordem em dar um desconto de 25% do valor crédito que tinham na instituição, mais 5% do montante devido serão rateados entre os credores. Ficará faltando a parte dos bens pessoais de Cid Ferreira.

    No que diz respeito aos bens pessoais do ex-dono do Banco Santos, o imbróglio persiste, porque os pertences estavam sob a administração de cinco outras empresas, entre elas a Cid Collection Empreendimentos Artísticos Ltda. A falência foi estendida a essas companhias, mas o juiz federal Fausto Martin De Sanctis ignorou a providência que beneficia os credores e posicionou-se a favor do tombamento administrativo das obras de arte e da transformação da casa em museu, tudo a favor da União.
    Esse também vem sendo o posicionamento da Advocacia- Geral da União (AGU). De recurso em recurso, o caso foi parar no Supremo, mesmo depois de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ter decidido a favor da massa falida e dos credores.

    Fonte: Correio Braziliense

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    Outra chance de receber do Banco Santos

    Brasília, BR - domingo, 28 de novembro de 2010


    Administrador da massa falida quer leiloar a mansão e as obras de arte de ex-banqueiro. A decisão está nas mãos do Supremo

    » VÂNIA CRISTINO

    Os credores do Banco Santos estão de olho no conflito de interesses entre o juizado da falência e a Justiça Federal. Caso o Supremo Tribunal Federal (STF) aceite os argumentos da massa falida da instituição financeira, muitos milhões de reais serão arrecadados e distribuídos.Só a reforma da mansão do ex-controlador do Banco Santos Edemar Cid Ferreira, em São Paulo, realizada pouco antes da intervenção, custou R$ 140 milhões. Há dezenas de obras de arte que também poderão ir a leilão.

    Ao contrário do que acontecia nas liquidações extrajudiciais, quando os quirografários (últimos na lista de preferência) não recebiam nada-antes de chegar a vez deles, o dinheiro acabava-, desta vez os mais de dois mil credores do banco estão conseguindo reaver parte do que perderam. O administrador judicial do Banco Santos, Vânio Aguiar, já está convocando todos para um segundo rateio. O primeiro aconteceu em 30 de abril, quando os clientes receberam cerca de 10% do que aplicaram no banco.

    "Ninguém vai ter de volta 100%, mas acreditamos poder pagar cerca de 40% ao longo do tempo", diz Aguiar. Ele atribui o sucesso da administração da falência à agilidade no fechamento do quadro de credores e também à cobrança dos ativos. O principal ativo do Banco Santos é a carteira de empréstimo. O juiz da falência Caio Marcelo Mendes de Oliveira aceitou o deságio proposto pela massa falida e, com isso, mais R$ 631,34 milhões entraram no caixa da instituição. Desse total, serão rateados R$ 326,50 milhões, o equivalente a 15% do débito. A sobra será usada no pagamento de diversas dívidas, incluindo as fiscais.

    Bens pessoais

    Caso os bancos estrangeiros concordem em dar um desconto de 25% do valor crédito que tinham na instituição, mais 5% do montante devido serão rateados entre os credores. Ficará faltando a parte dos bens pessoais de Cid Ferreira.

    No que diz respeito aos bens pessoais do ex-dono do Banco Santos, o imbróglio persiste, porque os pertences estavam sob a administração de cinco outras empresas, entre elas a Cid Collection Empreendimentos Artísticos Ltda. A falência foi estendida a essas companhias, mas o juiz federal Fausto Martin De Sanctis ignorou a providência que beneficia os credores e posicionou-se a favor do tombamento administrativo das obras de arte e da transformação da casa em museu, tudo a favor da União.

    Esse também vem sendo o posicionamento da Advocacia- Geral da União (AGU). De recurso em recurso, o caso foi parar no Supremo, mesmo depois de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ter decidido a favor da massa falida e dos credores.

     

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