EUA: Militares aceitam ter colegas gays, diz Pentágono

    Um estudo realizado pelo Pentágono concluiu que a derrubada da lei que impede o ingresso de homossexuais assumidos nas Forças Armadas dos EUA pode causar confusão no início, mas não deve criar problemas generalizados de longa duração.

    A política, que é mais conhecida pelo nome "don't ask, don't tell" (não pergunte, não conte), está em vigor no país desde 1993, quando foi instituída pelo então presidente Bill Clinton.

    O estudo é baseado em uma pesquisa de opinião feita com 115 mil militares e 44 mil mulheres de militares. Dois terços dos entrevistados disseram não se importar com a derrubada da "don't ask, don't tell".
    Os cerca de 30% que se opuseram são militares que atuam em áreas de conflitos.

    O novo estudo fornece embasamento teórico aos democratas, que tentam derrubar a lei no Congresso.
    Porém, não há indicadores de que eles conseguirão vencer a oposição dos republicanos. Isso porque o ano legislativo americano está no fim, e, em 2011, os republicanos serão maioria no Congresso.

    "Estamos convencidos de que nossos militares podem fazer isso [se adaptar ao fim da lei], mesmo em tempos de guerra", escreveram os autores do estudo, Jeh Johnson, conselheiro do Pentágono, e o general Carter Ham.

    O secretário da Defesa, Robert Gates, e o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, almirante Mike Mullen, pediram pressa ao Congresso para analisar a proposta que acaba com a lei.

    A Justiça Federal dos EUA já tentou derrubá-la por meio de liminar, mas enfrentou resistência do governo.
    O presidente Barack Obama diz ser favorável à entrada de gays assumidos nas Forças Armadas, mas diz que a mudança deve acontecer por meio de uma decisão do Congresso e não por uma decisão da Justiça.

    Segundo Gates, uma mudança feita por decisão judicial aumenta o risco de divisões nas Forças Armadas.
    Isso porque, diferente de uma decisão do Legislativo, uma ordem judicial pode ser revogada no futuro, expondo os militares que assumirem sua homossexualidade.

    PESQUISA

    A pesquisa também foi dividida por funções militares. A maioria dos que apoiam a mudança exerce funções na retaguarda ou em unidades nos EUA.

    Pelo menos 40% das tropas que exercem funções diretamente ligadas ao combate são contrárias à aceitação dos gays assumidos. Esse percentual sobe para 58% entre os fuzileiros navais lotados em áreas de guerra.

    "Temos um cara que é gay. Ele é grande e já matou muitos caras maus. Ninguém se importou que ele fosse gay", diz um trecho do estudo atribuído a um membro das forças especiais dos EUA.

    Entre os militares gays ouvidos sob anonimato na pesquisa, somente 15% disseram que gostariam que sua orientação sexual fosse revelada aos colegas de unidade.

    Segundo Gates, se a lei for derrubada, os regulamentos não serão alterados nem serão previstas acomodações específicas para os gays nas bases militares.

    Fonte: Folha de S. Paulo
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