Segurança de juízes: Gabriel Wedy pede providências ao ministro da Justiça e ao diretor da PF

    Diretor_da_PF_ministro_da_justia_e_Wedy_07022011 "Determinamos que a Polícia Federal dê a segurança necessária aos magistrados que vêm sendo ameaçados, para que possam exercer adequadamente suas funções, com liberdade e autonomia, agindo dentro de sua própria consciência", disse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, após reunião com o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Gabriel Wedy, e com o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, na noite desta segunda-feira (7). O encontro, realizado no Ministério da Justiça, aconteceu a pedido da Ajufe, diante da recente descoberta de um plano para assassinar magistrados federais no estado do Mato Grosso do Sul.
     
    "Uma vez ultimadas essas providências, iremos ao Mato Grosso do Sul para nos encontrar com os magistrados que lá atuam justamente para dar-lhes, dentro das condições que temos, a melhor segurança possível", disse Cardozo, que mobilizou a Superintendência da Polícia Federal no Mato Grosso do Sul e fez contato com o governador do Estado para que sejam tomadas as primeiras medidas para a solução do caso. Ficou acertado que uma comitiva formada pelo ministro, pelo diretor-geral da PF e pelo presidente da Ajufe visitará o estado, em breve, para verificar o andamento dos trabalhos de investigação e as necessidades dos magistrados ameaçados.
     
    O presidente da Ajufe, Gabriel Wedy, pediu proteção aos juízes que julgam processos envolvendo o tráfico internacional de drogas e o crime organizado, sobretudo na fronteira brasileira, e recebeu o apoio do ministro José Eduardo Cardozo, que disponibilizou o trabalho de inteligência da Polícia Federal para atuar nas investigações.   Segundo Wedy, o governo do Mato Grosso do Sul será acionado "a fim de que se possa controlar a ação desses criminosos da mais alta periculosidade, que atuam no tráfico internacional de drogas e no crime organizado". "Estamos, por um lado, preocupados, mas, de outro lado, estamos confortados com a garantia dada pelo ministro da Justiça", afirmou o juiz federal.
     
    A remoção do detento Ales Marques do Presídio Militar já foi solicitada pelo Ministério Público Federal sul-matogrossense e, agora, depende de autorização judicial para ser efetivada, mas ao que parece já há uma convergência no sentido da necessidade da transferência desse preso para um presídio federal de segurança máxima, para que a sociedade seja protegida. "Esse processo não envolve apenas a garantia de segurança dos magistrados que atuam nele. Acima de tudo, essa medida é uma garantia de segurança da sociedade. Os criminosos não podem comandar crimes de dentro dos presídios", ressaltou Gabriel Wedy. Para o presidente da Ajufe, "em tese, todos os magistrados criminais, que exercem suas funções no Mato Grosso do Sul, correm risco de vida".
     
    Participaram também da audiência com o ministro da Justiça, o diretor da Ajufe, Reynaldo da Fonseca, e o presidente da Associação dos Juízes Federais da 1ª Região, Roberto Veloso.

    Parcerias
     
    Na audiência, o presidente da Ajufe, Gabriel Wedy, também entregou material institucional da Associação ao ministro da Justiça e ao diretor da PF, com o objetivo de continuar estabelecendo parcerias com os órgãos buscando, sobretudo, a segurança dos magistrados.  
     
    Wedy ressaltou a importância de o juiz “ter tranquilidade para exercer suas funções, sem temer reações às suas decisões quando contrariam interesses de poderosos ou facções criminosas". Também pediu apoio contra aprovação do projeto de lei de "Cidadania Fiscal", que contribui para a evasão de divisas e a manutenção da impunidade aos crimes de colarinho branco e solicitou, ainda, a aprovação do projeto de lei que trata da segurança dos magistrados, criando o Juizado Colegiado em primeira instância para apreciar crimes praticados por organizações criminosas.
     
    Entenda o caso do MS

    Na última quinta-feira (3) foi descoberto um plano para eliminar juízes federais, depois que o Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul pediu, à Justiça Federal, a transferência do bombeiro Ales Marques, que está detido no Presídio Militar de Campo Grande. O MPF quer que ele seja enviado para um estabelecimento penal federal de segurança máxima, preferencialmente fora do estado.

    Investigações revelaram que Ales, mesmo preso, arquiteta a morte de desafetos e de juízes federais que atuam nos processos nos quais é acusado de liderar quadrilha de tráfico internacional de drogas.

    Apenas em um intervalo de 30 dias, entre os meses de agosto e setembro do ano passado, três juízes federais foram vítimas de violência e o Juizado Especial Federal de Mogi das Cruzes (SP) foi invadido por um homem armado que desferiu tiros que atingiram um segurança do Tribunal.

    Texto: Andréa Mesquita   Revisão: Virginia Pardal   Foto: Nathalia Saffi 

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