Participantes do XXV Encontro Nacional debatem mudanças climáticas

    Fotos: Kameni Kuhn
    O Secretário Executivo do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e Biodiversidade, Fábio Feldmann, foi o primeiro palestrante da programação científica do XXV Encontro Nacional dos Juízes Federais nessa terça-feira (25/11). Ele abriu o painel sobre Mudanças Climáticas, mediado pelo juiz Federal Friedmann Anderson Wendpap, da 4ª Região, e composto também pelo especialista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Roger Torres, e pela jornalista Cristina Serra, da TV Globo.

    Feldmann alertou os magistrados reunidos em Natal para a necessidade de adoção de uma Política Nacional de Mudança do Clima, como já existem principalmente nos países do hemisfério norte “Precisamos conhecer as vulnerabilidades brasileiras e saber como a infra-estrutura será afetada pela elevação do nível do mar, como a citricultura será afetada pelas mudanças hidrológicas e quais serão os prejuízos para a costa brasileira com a elevação do nível do mar”, propôs.
     
    Corroborando a proposta apresentada pelo representante do Fórum de Mudanças Climáticas, o especialista do INPE, demonstrou como a ação do homem sobre o meio ambiente vem provocando o aparecimento do “efeito estufa”, com a destruição da camada de ozônio pelo CO2 e culminando na elevação da temperatura da terra. “O aquecimento global é antropogênico”, afirmou. De acordo com ele, “o último relatório do Ingergovernmental Panel on Climate Change, feito por 552 pesquisadores e revisado por outros 600 detectou o aumento na intensidade e na freqüência dos dias de chuva no Sudeste da América do Sul e o aumento da freqüência e da intensidade das precipitações em nas regiões ocidentais.
     
    Já a jornalista Cristina Serra pediu maior preocupação dos juízes federais com as causas ambientais. “O mundo hoje é uma bomba relógio”, enfatizou. “Acredito que a maior força predatória no Brasil é a ignorância da sociedade em relação à conseqüência do desmatamento da Amazônia, que é exatamente o aumento nas emissões de CO2”, completou. A jornalista lamentou o desconhecimento do próprio Poder Público em relação à região amazônica e a inexistência de um programa de proteção.
     
    Diante da previsão de construção de 61 novas usinas hidrelétricas no país pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Cristina Serra ponderou que todas elas provocarão impactos ambientais relevantes e passíveis de contestação no Poder Judiciário. “A judicialização do PAC é inevitável, porque a muitos desses projetos estão previstos para serem executados no coração da floresta”, completou.
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