Trabalho de resgate de ossadas no Araguaia impressiona presidente da Ajufe

    O presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), observador independente dos trabalhos de localização dos corpos de desaparecidos na Guerrilha do Araguaia, visitou os pontos de escavação na última sexta-feira (02), a convite do ministro da Defesa, Nelson Jobim, em companhia dos membros do comitê interdisciplinar formado pelo governo federal, e voltou do local impressionado com o esforço que está sendo feito para o cumprimento da decisão da juíza federal Solange Salgado, da 1ª Vara da Justiça Federal em Brasília (DF), que determinou a localização dos restos mortais pela União.
    O grupo visitou dois pontos de escavação: Mutuma e Fazenda Bacaba, no Pará. Até agora foram encontrados somente dois corpos, na região de Xambioá. A transformação da região pelo desmatamento é um dos maiores entraves para o êxito dos trabalhos. Os pontos de referência foram perdidos em razão da ocupação humana, com a construção de uma rodovia e a transformação da área de mata em pastagem. Segundo o presidente da Ajufe, o sobrevoo da região permite constatar que a área atualmente assemelha-se ao semi-árido nordestino, com pequenos clarões de mata.
    O trabalho é feito com o auxílio de gente simples - como mateiros e moradores da região - e também por profissionais altamente qualificados, como arqueólogos e antropólogos forenses de diversas universidades do País, além de peritos da Polícia Federal. O Exército limita-se a dar apoio logístico. Fernando Mattos contou que o trabalho de ouvidoria feito pelo Estado do Pará tem resgatado informações que estão sendo usadas na orientação das escavações e também na recomposição histórica do conflito.
    As informações repassadas pelo Exército também são vitais para o êxito do trabalho, mas, na avaliação do presidente da Ajufe, é necessário que não haja limite ou receio nesta cooperação, que deve estar imune a qualquer vestígio de revanchismo. “É preciso superar divergências do passado em busca do objetivo maior que é entregar a essas famílias o que elas esperam há tanto tempo”, afirmou Fernando Mattos. Para ele, o que se espera agora é que os militares que tenham participado daqueles acontecimentos, principalmente da denominada “Operação Limpeza” (1973/74), colaborem com informações que permitam resultados mais concretos nas escavações do próximo ano.
    A informação de que as escavações prosseguirão em 2010 foi confirmada durante a visita pelo ministro da defesa, Nelson Jobim. Depois de visitar a área, o ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo de Tarso Vannuchi, reconheceu que o trabalho assemelha-se ao de quem busca “uma agulha num palheiro”. Antes das escavações, é feito um trabalho de georeferenciamento do local, para fixar o ponto exato das buscas. Em seguida, um radar de penetração no solo (equipamento que mostra anomalias magnéticas a até três metros de profundidade) indica onde há objeto enterrado. Até o momento, todos os pontos escavados revelaram que as anomalias eram nada mais que pedras, raízes ou buracos naturais.
    A escavação é feita inicialmente com pás, picaretas e enxadas por funcionários contratados, até o ponto próximo da profundidade indicada pelo radar. Em seguida, um antropólogo forense completa a escavação cuidadosamente, com uma pequena pá de jardinagem, para não danificar um eventual objeto. Até o momento, já foram mapeados 24.300 m², ou uma linha de 60 km contínua (ele é arrastado sobre o solo, como se faz com um cortador de grama). As pesquisas levaram a 36 alvos em 14 áreas diferentes. Os trabalhos de campo deverão ser encerrados no fim de outubro, quando se inicia o período de chuvas.

    (Assessoria de Comunicação Social da Ajufe com informações do Ministério da Defesa)
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