Contador depõe na PF e acusa deputado em MT de receber propina

    O deputado federal Wellington Fagundes e o prefeito de Barra do Garças, Wanderley Farias, ambos do PR, são citados em depoimento na Polícia Federal como supostos beneficiados por um esquema de desvio de verbas públicas na região do Araguaia desarticulado na última sexta-feira (19) na operação Atlântida da Polícia Federal.

    A Gazeta teve acesso ao trecho de um dos depoimentos de uma testemunha que revela uma suposta aproximação de políticos e empresários para fraudar licitações e apropriar-se indevidamente do dinheiro público. Conforme dados da Controladoria Geral da União (CGU), estima-se que o prejuízo tenha chegado a ordem de R$ 38 milhões. A quantia é resultado de desvio de verbas vindas de órgãos federais e emendas parlamentares.

    O parlamentar e o prefeito receberiam a título de propina 20% do valor de cada contrato licitado que teria a empresa Assessoria e Construções LTDA (Assecon) responsável pelo andamento da obra.

    A empreiteira pertence ao empresário Antônio Jacomini, um dos presos na operação Atlântida que manteria estreitas relações com ambos os políticos. "Luiz Antônio Jacomini conheceu a pessoa de Wellington Fagundes através de Wanderley Farias; é notória na região do Vale do Araguaia a ascendência exercida pelo deputado Wellington Fagundes sobre as prefeituras, inclusive a de Barra do Garças; o deputado e Wanderley Farias se beneficiam do esquema operado pela empresa Assecon; se tem notícias de que 20% do valor das obras licitadas e realizadas pelo grupo operado por Luiz Antônio Jacomini retornam a Wanderley Farias a título de comissão", diz trecho do documento.

    Ainda consta que Jacomini viaja com frequência até Brasília para manter contatos com o intuito de ganhar licitações na região de Barra do Garças. O deputado Wellington Fagundes teria a incumbência de viabilizar recursos a serem empregados nas obras cujas licitações seriam vencidas pelo empresário Jacomini. Em troca disso, receberia a título de comissão 20% do valor empregado.

    O responsável pelas declarações ao delegado federal Tomás de Almeida Vianna é o contador de uma das empreiteiras suspeitas de participações em esquema de desvio de dinheiro público. Ele aceitou a delação premiada, ou seja, contribuir com informações as autoridades em troca da possibilidade de extinção ou redução da pena.

    Liberdade - O empresário Anísio de Jesus é o único preso que até o momento conseguiu habeas corpus no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região para ser posto em liberdade. O recurso foi autorizado pelo desembargador Cândido Ribeiro.

    Outro lado

    O deputado federal Wellington Fagundes (PR) negou qualquer participação em esquema de desvio de dinheiro público e atribuiu a citação no inquérito policial ao que classifica de perseguição política dos adversários. "Não tenho contato algum com essas pessoas e entendo que são acusações levianas de quem, por motivo ainda obscuro, tenta me gerar prejuízos políticos", declarou.

    O parlamentar ainda comparou sua situação a de um juiz de futebol para afirmar que não vai tomar providências jurídicas diante das declarações feitas a Polícia Federal. "Não adianta brigar com a platéia por causa de uma vaia. Vou continuar trabalhando pelo povo de Mato Grosso que deposita confiança em minha carreira política para representá-la no Congresso Nacional. Sempre pautei minhas atividades pelo trabalho e é assim que vou continuar".

    Embora tenha confirmado que parte dos recursos desviados são oriundos de emendas parlamentares, a responsável pela condução das investigações, a delegada Luciane Alves informou na sexta-feira (19) que até o momento não há indícios de participação de políticos no suposto esquema, o que só poderia ser detectado após novas diligências. "Não há nada disso até o momento, qualquer identificação só será feita com novos depoimentos", assegurou. O inquérito deve ser concluído ainda nesta semana após nove meses de duração e ser remetido ao Ministério Público Federal (MPF) a quem cabe oferecer denúncia à Justiça.

    O prefeito de Barra do Garças, Wanderley Farias (PR), não atendeu aos telefonemas da reportagem.

    Fonte: A Gazeta

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