8ª Vara Criminal do RJ recebe denúncia contra policiais federais

    Jornais do Rio de Janeiro e São Paulo publicam, em suas edições de hoje (14), o recebimento de denúncia pela 8ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro contra três delegados da cúpula da Polícia Federal fluminense, acusados de denunciação caluniosa, coação no curso do processo e abuso de autoridade.

    Veja a íntegra das reportagens:

    MPF denuncia 3 delegados federais por abuso de autoridade e coação

    Acusados teriam aberto processos disciplinares para intimidar colega

    Bruno Rohde*

    A 8ª Vara Federal Criminal recebeu uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF) no Rio contra três delegados da cúpula da Polícia Federal no estado: o superintendente Ângelo Fernandes Gioia, o corregedor Luiz Sérgio de Souza Góes e o chefe do Núcleo de Disciplina da Corregedoria, Robson Papini Mota. Eles são acusados de denunciação caluniosa, coação no curso do processo e abuso de autoridade. O MPF também pediu que os delegados fossem afastados das suas funções.

    Os policiais são acusados de ter cometido os crimes ao abrir duas investigações para supostamente intimidar o delegado da PF Leonardo de Sousa Gomes Tavares. Ele denunciou ao MPF supostas irregularidades da PF no Aeroporto Internacional Tom Jobim, onde trabalhou do início de 2008 a fevereiro de 2010.

    Na denúncia apresentada à 8ª Vara Federal Criminal, os procuradores Fábio Seghese e Marcelo Freire dizem que a Corregedoria da PF foi usada para retaliação e para constranger o delegado a mudar as declarações prestadas ao MPF. Na época, foram abertos dois processos disciplinares, passíveis de resultar em demissão.

    Policiais acusados não foram alvo da Corregedoria

    Ao frisar que houve desvio de finalidade da corregedoria, a denúncia cita que, até o momento, passados cerca de três anos das operações Furacão I, II, III, IV e Rescaldo, não foram abertos processos disciplinares contra diversos policiais federais que respondem a ações penais na Justiça Federal por formação de quadrilha, contrabando e corrupção passiva, entre outros delitos. As operações investigaram o envolvimento dos acusados com a máfia dos caça-níqueis.

    A "corregedoria divorciou-se de sua função essencial, para gravitar em torno da órbita particular de interesse do superintendente, perpetrando dano atual e em curso contra a vítima mediante processos administrativos com ameaça de demissão", diz a denúncia.

    A assessoria de imprensa da Polícia Federal informou que o delegado Leonardo de Sousa passou por um procedimento de investigação de desvio de conduta e foi afastado do cargo. Segundo a PF, as esferas disciplinares e administrativas foram percorridas, e o delegado teve direito de defesa. A PF declarou ainda que prestará as informações necessárias à Justiça.

    Folha de S. Paulo
    Cúpula da PF é acusada de intimidar policial no Rio

    Delegado apontou falhas e foi afastado

    FELIPE CARUSO

    DIANA BRITO

    DO RIO

    A Justiça Federal do Rio recebeu denúncia do Ministério Público Federal contra três delegados da cúpula da Polícia Federal no Estado: o superintendente, Ângelo Fernandes Gióia; o corregedor, Luiz Sérgio de Souza Góes; e o chefe do núcleo de Disciplina da Corregedoria, Robson Papini Mota.

    Eles são acusados de usar a Corregedoria para intimidar o delegado Leonardo de Sousa Gomes Tavares, que prestou declarações ao Ministério Público em inquérito que apura indícios de ineficiência da PF no combate ao tráfico de drogas e armas e no serviço de inteligência.

    Os procuradores relatam que o delegado foi alvo de retaliações e intimidações desde que prestou depoimento apontando irregularidades na própria PF, entre elas a queda do volume de apreensão de drogas no aeroporto Tom Jobim.

    Segundo a Procuradoria, os policiais federais chegaram a abrir dois processos disciplinares que afastaram o delegado Tavares preventivamente do cargo.

    Os três policiais da cúpula da PF responderão por denunciação caluniosa, coação e abuso de autoridade.

    OUTRO LADO
    Superintendente afirma que não houve coação

    DO RIO

    O superintendente da PF, Ângelo Gióia, negou à Folha que tenha usado à Corregedoria para intimidar o delegado Leonardo de Sousa Gomes Tavares e disse que vai rebater a acusação com prova documental na defesa.

    "O delegado está sendo investigado no processo disciplinar com todas as formalidades legais cumpridas, inclusive com o conhecimento do corregedor-geral da PF. Em momento algum a administração coagiu, constrangeu ou cometeu qualquer tipo de abuso contra esse delegado ou contra qualquer servidor" disse Gióia.


    Fonte: Jornais Extra e Folha de S.Paulo 

     

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