Ex-chefe do Porto de Paranaguá é solto após pagar fiança de R$ 200 mil

    Após 16 dias preso, o ex-superintendente do Porto de Paranaguá Daniel Lúcio Oliveira de Souza deixou no dia 4 de dezembro, o Centro de Triagem (CT) 2, em Piraquara (região metropolitana de Curitiba), por volta das 19h30. Ele é investigado pela Polícia Federal por formação de quadrilha, corrupção e fraude em licitação. Na tarde de ontem, a família do ex-superintendente realizou um depósito de R$ 200 mil em dinheiro em uma conta judicial, referente à fiança determinada pela Justiça e o juiz federal de Paranaguá Marcos Josegrei da Silva decretou a liberdade de Daniel Lúcio. Ele era o único que permanecia preso entre os dez detidos pela Operação Dallas da PF, deflagrada em 19 de janeiro e que investiga irregularidades no porto.

    O ex-superintendente deixou o CT 2 acompanhado pelos advogados e pelo filho. De dentro do carro, ele fez um sinal de vitória com os dedos. Daniel Lúcio foi preso em um hotel no Rio de Janeiro e com ele os policiais federais apreenderam R$ 65 mil em dinheiro escondidos em um fundo falso de um guarda-roupa, além de uma duplicata de R$ 800 mil.

    A fiança de R$ 200 mil foi a garantia exigida pela juíza substituta do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4.ª Região, em Porto Alegre, Salise Monteiro, para conceder o habeas corpus ao ex-superintendente. O documento foi expedido pela magistrada na última terça-feira, mas somente ontem a família conseguiu apresentar o montante. Foi a quarta tentativa de oferecer o valor à Justiça.

    Inicialmente, a família de Daniel Lúcio apresentou uma casa no litoral de propriedade da empresa Ecoport, supostamente comandada por Daniel Lúcio de acordo com a investigação da PF. Por duas vezes, o juiz de Paranaguá não aceitou a casa por acreditar que ela não dava certeza da garantia. Os advogados dele chegaram a recorrer ao TRF, mas sem sucesso.

    Depois das recusas, a família optou então em oferecer o valor em dinheiro, segundo o advogado de Daniel Lúcio, Sylvio Lourenço da Silveira Filho. Lourenço disse que vai esperar a conclusão da investigação para decidir como serão rebatidas as acusações da PF.

    Dallas

    O delegado da PF em Paranaguá responsável pelas investigações da operação Dallas, Sérgio Stinglin de Oliveira, informou que os policiais continuam catalogando e analisando os documentos e computadores recolhidos há duas semanas. Ele afirmou que o mais provável é que os envolvidos sejam chamados a depor somente após o dia 14 de fevereiro. A estratégia é fazer a análise para depois fazer as oitivas e confrontar os documentos com o que as pessoas vão falar , explicou.

    Ao todo, a operação Dallas investiga quatro casos, três deles envolvendo o ex-superintendente e fraudes em licitações. Uma das acusações da PF contra Daniel Lúcio é a de que ele participava de uma esquema para desviar cerca de R$ 11 milhões da compra de uma draga de fabricação chinesa para o Porto de Paranaguá. O negócio não foi concretizado porque a Justiça cancelou a licitação. O quarto caso investigado envolve um suposto desvio de grãos, como soja e açúcar, no terminal da Companhia Brasileira de Logística (CBL), em Paranaguá. (Colaborou Albari Rosa)

    Fonte: Jornal de Londrina
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