A Ajufe participou, nesta quinta-feira (21/5), da abertura do Congresso Direito, Vida e Arte, realizada no plenário do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), em Belo Horizonte (MG).
O dispositivo de honra foi composto pelo ministro Luis Felipe Salomão, vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), corregedor-geral da Justiça Federal e diretor do Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça Federal (CJF); pelo desembargador federal Vallisney de Oliveira, presidente do TRF6; pela desembargadora federal Mônica Sifuentes, coordenadora científica do Congresso e diretora da Escola de Magistratura do TRF6; pela presidente do TRF1, desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso; pelo conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Rodrigo Badaró; pela presidente eleita da Ajufe, Ana Lya Ferraz; pela vice-presidente da Ajufemg, Geneviève Orsi; pelo presidente da OAB-MG, Gustavo Chalfun; pelo desembargador Luís Carlos Gambogi; e pelo procurador-chefe da Procuradoria Regional da República da 6ª Região, Patrick Salgado Martins.


Compuseram também a mesa de abertura os desembargadores federais Jamil Rosa (TRF1), Aluisio Gonçalves de Castro Mendes (TRF2), Cotrim Guimarães (TRF3), Luiz Carlos Canalli (TRF4), Leonardo Resende (TRF5) e Lincoln Rodrigues de Faria (TRF6); e os juízes federais Vânila Cardoso, juíza auxiliar da corregedoria-geral do CJF, e Henrique Luiz Hartmann, juiz auxiliar da corregedoria regional do TRF4.




Participaram, ainda, representantes do CJF, magistradas e magistrados federais de todo o país, autoridades do Poder Judiciário, servidores da Justiça Federal de Minas Gerais e convidados.
Em sua fala, a coordenadora científica do Congresso, desembargadora federal Mônica Sifuentes, destacou que a escolha do tema parte da necessidade de aproximar o Direito da experiência humana concreta, especialmente diante da complexidade das demandas que chegam diariamente ao Judiciário.
“O Direito, quando se distancia excessivamente da experiência humana, corre um risco silencioso: o de se tornar apenas um sistema eficiente de aplicação das regras, mas insuficiente para compreender a complexidade da existência humana que chega ao Judiciário”, ponderou a magistrada. Ao abordar a proposta do Congresso, a magistrada ressaltou que o diálogo entre Direito, Vida e Arte permite ampliar a percepção sobre os conflitos humanos, favorecendo uma atuação jurisdicional mais sensível, reflexiva e conectada com a realidade social.
O ministro Luis Felipe Salomão também enfatizou a relevância da iniciativa e a importância de inserir esses temas no ambiente de formação e reflexão da magistratura. Segundo ele, o Congresso se destaca pelo caráter inovador ao institucionalizar, no âmbito da Justiça Federal, um debate que ultrapassa a técnica jurídica e convida os juízes a refletirem sobre dimensões humanas, culturais e sociais que atravessam a atividade jurisdicional.
A palestra inaugural ocorreu no painel “Conversando sobre Direito, Vida e Arte” e reuniu exposições do professor José Roberto de Castro Neves, membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia Brasileira de Letras Jurídicas, e da jornalista Leila Ferreira.
O Congresso
Voltado a magistradas e magistrados federais e estaduais, membros da AGU, do MPU, da DPU, da PF e da PGR, servidores públicos e advogados, o congresso tem como proposta promover um espaço interdisciplinar de reflexão, diálogo e produção de conhecimento envolvendo o Direito, a vida em sociedade e as expressões artísticas.
A programação segue até sexta-feira (22/5), com painéis e rodas de conversa sobre os temas centrais do encontro. Entre as autoridades participantes estão, além de magistradas e magistrados federais, o ministro Villas Bôas Cueva, do STJ, e a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Fotos: Kailan Lima e Hudson Hudson Alves/TRF6






