3ª Seminário Mulheres - Painéis debatem relações de gênero e representatividade no Poder Judiciário

    Durante o 3º Seminário Mulheres no Sistema de Justiça - Trajetórias e Desafios, nesta terça-feira (2), os participantes puderam acompanhar dois painéis que debateram a questão da representatividade de gênero no Poder Judiciário.

    Relações de gênero

    A professora titular do Departamento de Sociologia da Universidade Federal São Carlos (UFSCar), Maria da Glória Bonelli, abriu o primeiro painel que discutiu as trajetórias e percepção das relações de gênero no sistema de Justiça. Na sequência, a diretora do Foro da Seção Judiciária de Santa Catarina, Claudia Dadico, a procuradodra do trabalho, Ludmila Reis Brito Lopes, e a advogada e integrante da associação "Elas pedem vista", Manuela Falcão, falaram sobre as dificuldades e desafios enfrentados por mulheres no ambiente de trabalho. A juíza federal Tani Maria Wurster mediou a discussão.

    "Existe uma necessidade de que trabalhemos melhor a comunicação dentro da instituição para informar e prevenir qualquer tipo de discriminação de gênero no sistema de justiça", afirmou a juíza federal Claudia Dadico.

    "Não adianta ter políticas punitivas ou de repressão se eu sequer trabalho na prevenção e na mudança de cultura e conscientização de que o lugar da mulher é ao lado do homem, não nessa condição de subalternidade", avaliou a procuradora Ludmila Reis.

    Pesquisas e representatividade

    A segunda parte de discussões revelou pesquisas e estudos relacionados à representatividade de gênero. Participaram do debate a professora da UFSCar, Fabiana Luci, a secretária-geral do Conselho da Justiça Federal, Simone Lemos, a coordenadora da Comissão Ajufe Mulheres, Gabriela Azevedo, a juíza de direito Márcia Hollanda (AMAERJ/AMB) e a juíza do trabalho Luciana Conforti (Anamatra). O painel foi mediado pela juíza federal Madja de Sousa Moura.

    Durante o painel, a juíza federal Gabriela Azevedo apresentou a Nota Técnica nº2, produzida pela Comissão Ajufe Mulheres, que analisou a participação feminina em diversas etapas da carreira da Magistratura Federal desde as inscrições nos concursos de ingresso, até promoções para os Tribunais, passando por convocações e composição de bancas de concurso.

    Após as discussões, os participantes dividiram-se em grupos de trabalho para debater temas específicos voltados à equidade de gênero. Na sequência, as sugestões serão levadas a Plenária.

     

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