Política de incentivo da participação feminina no Poder Judiciário marca a última sessão ordinária do CNJ presidida pela ministra Cármen Lúcia

     

    O presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Fernando Mendes, e a vice-presidente, da Ajufe na 4ª Região, Patrícia Panasolo, representaram a entidade durante a sessão.

    A sessão foi marcada pela aprovação de diretrizes em defesa de uma maior participação feminina na sociedade, sua proteção, e o trabalho desenvolvido pelo Poder Judiciário para alcançar tais objetivos. Cármen Lúcia ressaltou a importância da institucionalização de determinadas políticas públicas, principalmente àquelas que dizem respeito a questões afetas à mulher.

    Em discurso, a conselheira Maria Tereza Uille salientou a participação intensa e o amplo apoio das associações de classe nessas discussões. “Em especial, gostaria de fazer um registro da participação da Ajufe, da Comissão AJUFE Mulheres, que por várias vezes recebemos a visita aqui, dizendo da importância desta mobilização. É uma mobilização que acontece não só no âmbito do Judiciário, mas que acontece também no âmbito do Ministério Público”, declarou. E continuou: “Contudo, ainda é reduzido o número de mulheres que participam de bancas de concurso e que participam de alguns órgãos da administração, de órgãos colegiados, razão pela qual essa resolução vem no sentido de incentivar a participação feminina nos espaços colegiados, e da criação de um grupo de trabalho para que se possa analisar os dados e verificar esse diagnóstico”, concluiu.

    Já Patrícia Panasolo, vice-presidente da Ajufe na 4ª Região, durante manifestação no púlpito do Colegiado, levantou questões importantes ainda sem respostas pelo Judiciário. “A desigualdade que existe dentre do Poder Judiciário é grande, se nós [mulheres] somos 50% da população. O que faz com que as mulheres não ingressem na Magistratura Federal? Qual a participação feminina em cargos de chefia? Não temos tais dados estatísticos, e eles são relevantes. A Ajufe, preocupada com esse quadro, instituiu, em 2017, a Comissão AJUFE Mulheres para que possamos entender os motivos de termos essa realidade, e a Ajufe se preocupa em fazer uma sociedade mais igualitária”, destacou a juíza federal.

    A presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF) convocou uma sessão extraordinária, de nº 50, para 11 de setembro deste ano. Esta, será a última sessão presidida pela ministra, uma vez que em 13 de setembro o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli será empossado presidente do STF e do CNJ.

    Pela AJUFE, acompanharam a sessão, ainda, a diretora de relações internacionais e ex-coordenadora da Comissão AJUFE Mulheres, Clara da Mota, e a integrante da Comissão AJUFE Mulheres, juíza federal Priscilla Corrêa. Participou, também, a secretária-geral do STF, juíza Andremara dos Santos.

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